Meu 2026 na FEI: Uma Visão Integrada de IoT, Gestão do Conhecimento e Inovação
- Rafael Gomes Alves

- 26 de jan.
- 4 min de leitura

2026 promete ser um ano de consolidação e expansão na minha jornada docente no Centro Universitário FEI. Inicio agora meu quarto semestre na instituição e o segundo como Professor em Tempo Integral. Além disso, oficializo minha atuação como professor colaborador no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica, onde passarei a orientar alunos de mestrado e desenvolver uma disciplina alinhada à minha área de pesquisa.
Ao refletir sobre os desafios da Ciência da Computação, da Engenharia e as demandas atuais do mercado, estruturei minha atuação deste ano em três pilares fundamentais: atualização tecnológica, gestão do conhecimento e fortalecimento institucional.
1. A Sala de Aula: Ecossistemas de IoT e Indústria 4.0
Na graduação, meu foco recai sobre as disciplinas de "IoT" (5º semestre de Ciência da Computação) e "Conectividade e IoT" (3º semestre de Ciência de Dados e IA). O objetivo é transcender a teoria, priorizando o desenvolvimento de sistemas embarcados com arquiteturas de prototipagem rápida (Arduino e ESP32) e plataformas de código aberto. Quero demonstrar que soluções aparentemente simples podem aliar hardware e software para resolver problemas complexos.
O meu "grande projeto" pedagógico para este ano envolve criar uma solução robusta: os alunos de "Conectividade e IoT" desenvolverão projetos para setores distintos, mas com um diferencial estratégico — todos os dados convergirão para uma plataforma unificada. A ideia é simular um ecossistema real de dispositivos interconectados, afinal, é assim que a maior parte dos sistemas de IoT opera no mercado. Para isso, a plataforma FIWARE continuará sendo uma peça central.
Já na pós-graduação, o desafio é traduzir meu background de mestrado e doutorado em uma nova disciplina sobre Indústria 4.0 e Gêmeos Digitais. A meta é focar na indústria de manufatura, aproveitando a localização estratégica da FEI no ABC Paulista. Quero estreitar laços com o parque industrial local, criando um fluxo bidirecional de oportunidades: trazer problemas reais da indústria para a sala de aula e levar nossos talentos para o mercado.
2. Metodologia: A "Floresta Digital" Estruturada
Acredito que a gestão do conhecimento não deve servir apenas ao meu uso pessoal; quero levá-la aos alunos. Continuarei utilizando o Obsidian para gerenciar o ciclo de vida das disciplinas, mas ajustarei o fluxo de entrega.
Embora meu cofre pessoal (minha "floresta digital") seja público, ele é um organismo vivo e em constante mudança. Por isso, utilizarei este Blog como a "camada estável" do conhecimento. O conteúdo nasce e amadurece no Obsidian, mas é refinado e publicado aqui de forma estruturada, servindo como material de referência perene para os alunos. Isso inclui desde guias de experimentação até roteiros para relatórios técnicos de alta qualidade, incentivando não apenas a montagem de circuitos, mas o pensamento crítico e a documentação profissional.
3. Pesquisa e Novas Fronteiras
Este ano marca o início efetivo da minha carreira na orientação acadêmica, com alunos de mestrado e de Iniciação Científica (IC) e Didática (ID).
Na Pesquisa: O foco será o transporte de tecnologia. Quero desenvolver soluções robustas que façam a ponte entre a teoria acadêmica e a aplicação industrial prática.
Na Inovação Didática: Retomo um interesse antigo: a divulgação científica. Com os alunos de Iniciação Didática, pretendo estruturar um laboratório de produção de mídia para traduzir conceitos complexos de tecnologia em conteúdo educacional acessível.
4. Desenvolvimento Pessoal: Linguagens e Cultura
Pessoalmente, tenho um desafio técnico claro: aprender Rust. A linguagem tem ganhado tração significativa pela sua segurança de memória e performance. Preciso dominá-la não apenas para programar hardware de IoT de forma mais moderna, mas também porque ela é a base de ferramentas que admiro, como o Typst — uma alternativa ao LaTeX (e Overleaf) que promete agilizar a escrita acadêmica.
Além disso, manterei o estudo de Mandarim, ainda que pelo Duolingo. Reconheço que pode não ser o método definitivo para fluência, mas é a ferramenta que se encaixa na minha rotina atual de trabalho, estudo e lazer, permitindo constância.
Por fim, devo manter minhas leituras de livros constante. Já tenho uma boa lista de livros que eu gostaria de ler, como você pode conferir na minha lista da Amazon. Essa certamente não é uma lista final e deve crescer bastante ao longo do ano, mas é um bom começo para estruturar minhas leituras ao longo do ano.
5. Conexão com o Mercado e Rotina
Como membro dos Núcleos Docentes Estruturantes (NDE) de Ciência da Computação e Ciência de Dados/IA, e colaborador na Pós-Graduação, preciso fortalecer a ponte entre a academia e o mercado. O LinkedIn será minha ferramenta estratégica para isso (se você chegou a este post por lá, obrigado pelo contato!), usando reflexões como esta para furar a "bolha acadêmica" e atrair parcerias reais para a FEI.
Para dar conta de tudo — aulas, orientações, NDEs e o estudo de Rust —, a organização será vital. Meu plano é blindar as manhãs para o Deep Work (trabalho focado), iniciando as atividades institucionais a partir das 11h. As manhãs também ditarão o ritmo do dia, reservadas para exercícios físicos e leituras.
Para potencializar minha produtividade, IAs como o Google Gemini e o GitHub Copilot continuarão sendo aliadas essenciais na otimização de código e conteúdo, permitindo que eu foque no que é insubstituível: a formação dos alunos e a inovação.
E você, qual tecnologia pretende desbravar em 2026? Me conte nos comentários ou no LinkedIn.



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